

Diagonal em detalhe
Diagonal (diagonal) significa diagonal ou em ângulo, e no futsal é uma ação tratada como fundamental em conjunto com a paralela.
Mas muita gente já deve ter tido a seguinte dúvida:
"Jagonau? Diagonal? Afinal, qual é o nome certo?"
Em resumo: todos estão certos.
A grafia é a mesma, diagonal, mas a pronúncia muda entre inglês, espanhol e português.
Como se fala diagonal
- inglês: diagonal
- português: diagonal
- espanhol: diagonal
No Japão, muita gente chama esse movimento de jagonau, enquanto entre treinadores também é comum ouvir diagonal, provavelmente pela influência de treinadores espanhóis.
Neste artigo, explico em detalhe as vantagens táticas da diagonal, seus pontos-chave e as dicas tanto para quem passa quanto para quem recebe.

A maior vantagem tática da diagonal é que o defensor adversário não consegue ver a bola e o próprio marcador dentro do mesmo campo de visão.
Na paralela, em contrapartida, o defensor geralmente consegue controlar bola e marca ao mesmo tempo, então a superioridade posicional tende a ser menor.

É importante garantir e reconhecer o espaço em que o jogador que rompe na diagonal vai entrar.
Na paralela, o pé dominante do recebedor é importante; na diagonal, o pé dominante do passador ganha um peso enorme.
Isso porque levar a bola para dentro e soltar um passe diagonal com o pé contrário é tecnicamente difícil.

Mesmo sem atrair o adversário, ainda é possível se livrar do marcador se a movimentação depois do passe for boa. Mas, se você atrair o defensor de propósito, tirar o marcador da jogada fica muito mais fácil.

Ao conduzir para dentro, o passador evita a pressão do defensor adversário (azul 2) e cria o corredor para o passe diagonal.
Se não houver pressão no passador, não há problema em não conduzir para dentro.
O recebedor pode receber a bola basicamente de duas maneiras: na frente ou nas costas.

É a diagonal que deve ser priorizada.
Mesmo sendo um movimento diagonal, a essência é muito parecida com o backdoor, então não é raro que muita gente trate essa ação simplesmente como "backdoor".

Em geral, quando se diz diagonal, muita gente está falando desta opção.
A chave é primeiro ameaçar as costas com um movimento de backdoor ou paralela e, depois, se soltar do marcador de uma vez com um movimento de kebra.
Essa ação não cria superioridade numérica, mas, até o momento em que o defensor recua, há muito espaço disponível. Por isso, quem recebe pode atacar no drible em 1v1, ou então virar o próprio pivo depois de receber a diagonal e servir o passador com uma bola de apoio.
De forma ampla, a diagonal também pode ser dividida em longa e curta, de acordo com o tamanho do passe.

É a diagonal longa o suficiente para atravessar duas linhas defensivas.
O jogador que rompe na diagonal pode inclusive virar o pivo da jogada.
Ela é usada como recurso para mudar a formação de 3-1 para 2-2, ou para trocar as posições de pivo e fixo no 3-1.

É a diagonal que rompe apenas uma linha.
Também é usada como meio de mudar a formação de 3-1 (3-0-1) para 2-1-1.

Na relação em dupla entre fixo e ala, chama-se mini diagonal ao movimento em que a ala, posicionada no corredor lateral e em altura, se afasta do adversário.
Isso permite que a ala receba o passe em boas condições, separada do defensor.

Relações em dupla: a disputa da ala (ala corta, mini diagonal, inside push)
Explica a disputa dentro da dupla entre fixo e ala. Mostra com diagramas como usar ala corta, mini d…
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É a diagonal em que o jogador se livra do defensor com velocidade e em linha reta.

É a diagonal em que o jogador parece não querer receber e, de repente, acelera com tudo.
Faça o adversário acreditar em outra opção e só então mude de direção para sair na diagonal.
No futsal, esse tipo de movimento de quebrar a corrida é chamado de kebra.

É quando você ameaça sair na paralela, muda de direção e rompe na diagonal.
O ponto importante é usar o duelo entre paralela e diagonal para confundir o defensor.

Aqui você faz o adversário pensar em uma tabela, block, curtain ou outro apoio horizontal e então rompe na diagonal.
A vantagem é que fica mais fácil garantir o espaço às costas.
A diagonal é a ação oposta à paralela, mas tende a aparecer menos durante os jogos.
Mesmo assim, ela é tão importante quanto a paralela, então é fundamental saber como incorporá-la ao modelo da equipe.
Por fim, deixo abaixo um vídeo em que grandes treinadores discutem diagonal durante duas horas.
Se o tema lhe interessa, vale assistir.

