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[Tudo se decide pela distância e pelo ângulo] Teoria do drible no futsal
"Quando consigo driblar e quando não consigo, qual é exatamente a diferença?" Você já sentiu isso?
No futsal, o momento certo para driblar não depende de sensação, mas de três elementos: distância, ângulo e pé dominante do adversário. Saber ou não essa teoria é o que separa jogadores que rendem com consistência daqueles que oscilam muito.
Neste artigo, vamos explicar de forma teórica como atacar no drible. Se você quer aumentar o repertório de habilidades individuais, veja também Tonpa (Contrapié) e Pisada.
Pode parecer surpreendente, mas existe uma teoria do drible no futsal, ou melhor, no futebol em geral.
Em resumo, teoria do drible = relação com o adversário (distância x ângulo) x técnica.
Então, o que exatamente significam essa distância e esse ângulo?
Neste artigo, explicaremos em detalhes, com imagens e vídeos, a teoria do drible que todo jogador de linha deveria conhecer.

Quando se fala em relação com o adversário, é comum pensar apenas na distância entre duas pessoas. Mas, considerando que no futebol existem gols (seja no futebol de campo, futsal ou society), essa visão está errada.
A relação com o adversário não é só a distância entre os jogadores, mas sim distância x ângulo. E aqui o ângulo significa o ângulo formado por gol, defesa e ataque.
Na defesa, é preciso esconder o gol o tempo todo para bloquear tanto o chute quanto o drible. Por isso, é importante defender sempre com a consciência de manter esse ângulo em 180 graus.

Além disso, em equipes que compartilham referências como o jogador de linha fechar o segundo poste e o goleiro proteger o primeiro, faz sentido usar o segundo poste como referência desse gol (vértice).
Agora vamos aprofundar um pouco mais a ideia de distância e ângulo.
Relação com o adversário = distância x ângulo
- Distância: para não perder a bola
- Ângulo: para superar a defesa

As situações em que se perde a bola podem ser divididas em três casos principais:
Quando se perde a bola e o que fazer para melhorar:
- Você mesmo erra: fortalecer o aspecto mental
- Tocam na bola: manter uma distância em que o defensor não alcance, mesmo esticando a perna ao máximo
- Tocam no seu corpo: manter uma distância em que o defensor não alcance, mesmo esticando a perna ao máximo
Em outras palavras, se nenhuma dessas três coisas acontecer, você não perde a bola.
Se mantiver uma distância em que o adversário não consiga tocar e evitar erros estranhos, em teoria a bola não será perdida.

- 180 graus: gol, defesa e ataque estão em linha reta
- 165 a 135 graus: ângulo em que vale ir para o duelo se você tiver confiança
- 90 graus: grande chance de ganhar na arrancada (a defesa não está estabelecida)
- 0 grau: situação em que você já superou completamente
O importante é manter uma distância em que a perna do defensor não alcance a bola e, ao mesmo tempo, alterar gradualmente o ângulo sem que ele perceba, até chegar a um ângulo em que você consiga passar por ele.
Esse ângulo varia conforme a diferença de qualidade entre você e o adversário, então é necessário treiná-lo previamente e ter em mente a partir de qual ângulo você consegue realmente superar.

Se o adversário estiver preocupado demais com a progressão vertical, escolha o corte para dentro e busque o passe ou o chute.

Ao atacar pela linha de fundo, o ângulo para o gol tende a desaparecer. Por isso, é preciso evitar entrar na zona próxima ao escanteio.

Se você quer chegar mais rápido ao gol adversário, precisa escolher o drible mais veloz.
Driblar é correr tocando na bola, então a velocidade do drible nunca será maior que a velocidade de um sprint em máxima intensidade.
Por isso, o drible vertical, com forma próxima à de um sprint, é claramente o drible mais rápido e mais eficiente para atacar à frente.

Se você mostrar ao adversário a ameaça da progressão vertical, ele passa a se preocupar com isso e joga o peso do corpo mais para trás.
Então, ao cancelar a progressão vertical e cortar para dentro, você consegue pegá-lo no contrapé.
Em zonas mais altas da quadra, o corte para dentro é uma arma muito eficaz porque amplia o ângulo para o gol e aumenta a chance de marcar com chute de média distância, muitas vezes mais do que a progressão vertical.
No entanto, um corte para dentro sem antes mostrar a ameaça vertical é mais fácil de defender.
Por isso, ao cortar para dentro, é importante pensar sempre nessa ação em conjunto com a progressão vertical para desestabilizar o centro de gravidade do adversário.

Se o adversário estiver perto e você tentar atacar o gol pela rota mais curta, ele conseguirá facilmente esticar a perna e defender.

Nessas situações, é eficaz escolher uma tática individual que escape do raio de ação defensivo do adversário.
Para a progressão vertical, o double touch é muito eficaz. Para o corte para dentro, o pull push funciona muito bem.

O que é triple threat (três ameaças)?
- Passe
- Drible
- Chute
A orientação corporal que mantém essas três opções sempre disponíveis.

Ao pensar em drible, é extremamente importante manter sempre a opção de atacar na vertical.

Se não houver espaço na vertical, a regra é cortar para dentro com firmeza e levar a bola para a zona central.
Nesse momento, se a distância até o adversário for curta, faça o corte para dentro um pouco para trás.

Ao fazer corte para dentro e cancelar o chute, você consegue atrair o defensor.
Além disso, se depois do cancelamento você voltar a conduzir na vertical, pode aproveitar de forma eficaz o espaço gerado pelo próprio corte para dentro.
O que achou?
O que você consegue adquirir com este blog é a lógica. Ainda assim, a técnica mínima necessária para colocar isso em prática continua sendo indispensável.
Por outro lado, se dominar essa lógica, depois você pode focar apenas em treinar e desenvolver a técnica.
Tente rever uma vez seus próprios vídeos de drible, comparando-os com esta teoria.
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